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Presidente da Associação Franquia Sustentável (AFRAS), Claudio Tieghi, faz palestra sobre um novo modelo de negócio, a Franquia 2.0
Na terça-feira, 9/3, a seccional Rio de Janeiro da Associação Brasileira de Franchising (ABF) realizou o primeiro Café com Franquia tendo como tema a gestão sustentável dos negócios.
Claudio Tieghi, presidente da AFRAS (Associação Franquia Sustentável), braço de responsabilidade social da ABF, que tem sede em São Paulo, apresentou a palestra “Franquia 2.0”, tema lançado pela ABF e Afras em outubro do ano passado durante o 1º Simpósio de Responsabilidade Social promovido pelo franchising.
“Neste modelo de franquias, a rede tem a responsabilidade social e a sustentabilidade como parte importante da estratégia e gestão”, explica Tieghi, que abordou os desafios e as oportunidades provenientes desta opção de negócios.
O encontro reuniu cerca de 50 pessoas de 35 empresas, a maioria com sede no Rio de Janeiro, como Mundo Verde, MegaMatte, Spoletto e Bob’s. Durante o Café com Franquia, também foi apresentado o programa Franchising de Baixo Carbono e os indicadores de responsabilidade social do setor, criados pela Afras em parceria com o Instituto Ethos, em setembro de 2008. Quando aplicados, os indicadores garantem diagnóstico da gestão da empresa nos itens de sustentabilidade social e ambiental.
Já o programa Franchising de Baixo Carbono, realizado em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), vai orientar redes de franquias a inventariar, reduzir e compensar a emissão de gases que provocam o efeito estufa como o CO2 (produzido pela respiração vegetal e animal), o metano (produzido pela decomposição de qualquer material orgânico) e o óxido nitroso (produzido pelos mares e florestas), entre outros.
“Embora não tenham obrigação de reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEE), acredito que muitas redes de franquias e empresas ligadas ao franchising queiram dar o exemplo e adotar práticas mais sustentáveis ao que diz respeito ao aquecimento global”, pondera Claudio Tieghi.
Uma alternativa à compensação de carbono foi apresentada pelo Instituto Tecnológico da Borracha, que realiza a neutralização do carbono com seringueira, árvore que segundo o diretor da entidade, Marcello Turmillon Ramos, é capaz de capturar maior quantidade de gases poluentes. “A extração de látex é feita manualmente o que garante emprego e renda para muitas pessoas envolvidas pelo projeto”, afirma Ramos.
Ao final, a ONG OSurfe apresentou seu trabalho de inclusão social de meninos de comunidades carentes através do esporte.
Claudio Tieghi deve voltar à ABF Rio, ainda no primeiro semestre deste ano, para ministrar oficina às empresas de franquias interessadas em aplicar os indicadores ABF-Afras-Ethos Setoriais de Responsabilidade Social.
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